
Marketplace de serviços locais: assinatura para quem presta, busca livre para quem contrata
A Helpe é um produto: um marketplace onde o profissional autônomo assina para ter vitrine pública e o cliente busca de graça quem atende na cidade dele. A Epicora construiu as duas pontas — 24 categorias de serviço, busca por cidade e por distância, perfil com nota e trabalho exposto — e a conversa cai direto no WhatsApp, porque a plataforma vende visibilidade, não intermediação.
- Cliente
- Helpe Tecnologia (Maravilha/SC)
- Setor
- Serviços locais · Marketplace de prestação de serviços
- O que fizemos
- SaaS de duas pontas — vitrine pública do profissional, busca por cidade e distância, avaliações e assinatura
- Plataforma
- Web responsivo (React · tema claro/escuro · AWS)
O produto
A Helpe é um SaaS de duas pontas com papéis assimétricos, e é isso que define o produto inteiro. O profissional autônomo paga uma assinatura mensal para ter perfil ativo e aparecer nas buscas. O cliente não paga nada — nem assinatura, nem comissão, nem taxa de contato: ele entra, procura quem atende na cidade dele e chama. São 24 categorias de serviço, de eletricista e pedreiro a lash designer, fisioterapeuta, freteiro e cuidador de idosos.
Essa assimetria é o requisito mais duro do produto. Quem paga é quem quer ser encontrado, então a vitrine tem que valer a assinatura por si só: o perfil precisa dar ao profissional algo que ele não consegue sozinho — lugar para mostrar o trabalho feito, reputação que fica registrada e presença em toda cidade onde ele atende. E quem não paga não pode ter atrito nenhum: se o cliente tiver que se cadastrar para simplesmente olhar, a ponta que sustenta a assinatura desaparece.
- A assinatura se justifica pela vitrine — o perfil é o que o profissional está comprando, não o acesso a um sistema.
- A busca é local antes de ser qualquer outra coisa: ninguém contrata eletricista de outra cidade.
- Confiança tem que ser visível antes da conversa: nota, tempo de casa e trabalho feito, à vista de quem não tem conta.
- O mesmo profissional atende várias categorias e várias cidades — e precisa aparecer em todas.
- Zero atrito do lado que não paga: olhar, filtrar e chamar sem login.
As decisões de produto
A vitrine foi construída como uma página que responde antes da conversa: nota média com o histograma de estrelas aberto, "membro desde", texto de apresentação, categorias, tags de diferencial (materiais próprios, curso, anos de profissão), referências em imagem — o trabalho feito — e todas as cidades de atuação. Nada disso exige login para ser visto, porque é exatamente isso que o profissional está pagando para expor.
Do outro lado, a busca começa pela pergunta certa: onde? Três caminhos para responder — usar a localização do aparelho, procurar por distância ou escolher a cidade numa lista. Só depois vêm os filtros de decisão: categoria de serviço, nota mínima, tempo na plataforma e favoritos, com ordenação por mais bem avaliados ou mais favoritados.
A segunda decisão foi tratar o telefone como identidade. O público da plataforma resolve a vida pelo celular e muitas vezes não usa e-mail no dia a dia. Então entrou verificação e login por SMS, com telefone e e-mail coexistindo como identificadores: no login há um campo único que detecta o formato do que foi digitado, e a troca de telefone exige estar logado pelo e-mail — a trava que evita que alguém tome uma conta com reputação acumulada trocando o número.
A decisão que destravou
A Helpe não entra no meio da negociação. Não intermedeia pagamento, não cobra comissão do serviço, não fiscaliza a execução — está escrito nos próprios Termos de Uso. O botão do perfil é "Mensagem" e abre o WhatsApp direto com o profissional. Isso deixou de fora toda a máquina de escrow, split e disputa — o que faz marketplace de serviço demorar dois anos para nascer — e manteve a conversa onde ela já acontece. A receita fica na assinatura de quem quer ser encontrado, não num pedaço de cada serviço.
O que entregamos
A vitrine pública do profissional
Perfil aberto, sem login para visitar: nota média com histograma de estrelas, "membro desde", apresentação, categorias com ícone, tags de diferencial, referências em imagem e as cidades de atuação. Um botão para avaliar e um para chamar no WhatsApp. É o produto que a assinatura compra.
Busca que começa por "onde"
Três caminhos para a mesma pergunta — minha cidade (pela localização do aparelho), por distância, ou escolhendo a cidade. Depois os filtros de decisão sobre 24 categorias de serviço, nota mínima, tempo na plataforma e favoritos, com duas ordenações e rolagem infinita. Tudo sem conta.
Um cadastro, duas portas
O mesmo formulário atende Helper e Cliente: a primeira escolha define o resto. Endereço preenchido a partir do CEP, cidades adicionais de atuação — o profissional atende em quantas quiser — e seleção múltipla de categorias, porque o encanador que também faz reparo elétrico deve aparecer nas duas buscas.
A casa institucional e as regras à vista
Landing com a proposta, os benefícios para quem presta e FAQ respondendo as seis perguntas que todo mundo faz — inclusive "a plataforma é gratuita?", respondida sem rodeio: grátis para o cliente, assinatura para o profissional. Mais Termos de Uso e Política de Privacidade próprios, publicados e datados. E tema claro e escuro, porque boa parte do acesso é de celular na rua.
Como garantimos
Telefone verificado, conta protegida
Verificação por SMS via AWS SNS, aprovada em produção — o que significa passar pela análise da própria AWS para disparar SMS no Brasil. Telefone e e-mail coexistem como canal de verificação e como identificador, a senha continua existindo, e a alteração de telefone só acontece com o usuário logado pelo e-mail: sem essa trava, trocar o número seria o caminho mais curto para tomar um perfil com reputação.
A plataforma não guarda o que não precisa guardar
Como o pagamento do serviço acontece fora — direto entre cliente e profissional —, a Helpe não processa cartão de terceiro nem retém valor de ninguém. O que ela guarda é o mínimo do perfil e a área de atuação, com Termos e Política de Privacidade próprios que declaram isso de forma explícita e datada.
Entregue e em sustentação, não entregue e abandonado
Depois do go-live o projeto seguiu com QA dedicado e correção sob demanda: cada ajuste passa pelo teste de alguém que não escreveu o código antes de ir para produção. É por isso que o produto continuou evoluindo depois da entrega — a autenticação por SMS e as cidades adicionais de atuação entraram depois do escopo original, como mudanças pequenas e controladas.
O que está no ar
As duas pontas estão funcionando: o profissional monta a vitrine e assina; o cliente busca sem conta, filtra por nota e chama no WhatsApp. E o que a Helpe deliberadamente não faz — intermediar pagamento, cobrar comissão, fiscalizar serviço — está escrito nos próprios Termos. Foi essa escolha que permitiu colocar um marketplace de duas pontas no ar em vez de gastar dois anos construindo uma máquina de escrow.
A rede está em formação. O produto deixou de ser o gargalo: agora a conta é de captação, e é isso que o cliente está fazendo — período gratuito encerrado, planos em oferta e tráfego pago rodando. É a fase em que a plataforma precisa estar pronta antes de precisar estar cheia.
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